A redação do periódico afirmou efetivamente que a responsabilidade pela aversão social vigente por essas organizações é de responsabilidade da imprensa, que mantêm o foco nas notícias ruins e lida com parcialidade com o tema, buscando a audiência que o sensacionalismo oferta.
Outra reclamação escrita foi sobre a falta de conhecimento daqueles que se ocupam em escrever sobre as torcidas, que não conhecem a história dos clubes nem das organizações, terminando por lançar informações tendenciosas e incompletas na sociedade. Sabemos que a imprensa é mesmo muitas vezes tendenciosa e parcial, e que muitos jornalistas buscam o impacto do sensalionalismo pela auto-promoção e muitas vezes deixam a verdade em segundo plano.
Mas claro que todos nós brasileiros conhecemos a história recente das torcidas organizadas dos principais times em atuação na primeira divisão do futebol brasileiro. Sabemos das grandes festas, do espetáculo nos estádios, e também dos atos criminosos e de vandalismo praticados por alguns dos seus integrantes.
E, mesmo que a mídia e a imprensa especializada divulguem em suas meias verdades a parcialidade de atos negativos isolados, essas organizações devotas do esporte mais popular no Brasil deveriam polir mais a sua imagem frente à população e às autoridades esportivas.
Deveriam manter uma conduta esportiva e mais tolerante nos jogos, e punitiva e implacável frente aos incidentes. Celebrar o esporte, divulgar a desportividade e se opor publicamente aos que fogem a essas práticas, principalmente aos que vestem a mesma camisa.
Assim, com um pouco mais de organização pública e de educação desportiva, as torcidas organizadas como a Gaviões da Fiel podem, em meio a celebrações e desgraças, manter uma postura séria e respeitada diante de todo o povo brasileiro.